Militante do MBL que motivou processo de cassação de Glauber Braga critica acordo que adiou votação

PUBLICIDADE

militante-do-mbl-que-motivou-processo-de-cassacao-de-glauber-braga-critica-acordo-que-adiou-votacao

O influenciador Gabriel Costenaro, integrante do MBL e alvo da agressão que levou o deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) a ser denunciado por quebra de decoro, criticou a decisão do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de adiar para o segundo semestre a votação da cassação do parlamentar em plenário.

“Quer adiar uma cassação? É só dormir no meio do salão verde e falar que também fará uma greve de fome”, escreveu ele, no X (antigo Twitter), dizendo que Glauber Braga criou um “precedente para conseguir as coisas no Congresso”.

O deputado do PSOL é acusado de quebra de decoro parlamentar após expulsar Costenaro da Câmara aos chutes. A agressão ocorreu depois que Costenaro fez insinuações sobre Saudade Braga, ex-prefeita de Nova Friburgo e mãe de Glauber, que na época estava doente e faleceu 22 dias depois do episódio.

Deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) fez greve de fome em protesto ao seu processo de cassação
Deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) fez greve de fome em protesto ao seu processo de cassação

Glauber iniciou uma greve de fome no dia 9 de abril, quando o Conselho de Ética aprovou sua cassação por 13 votos a cinco. Durante o esse período, ele passou a dormir no plenário de uma comissão da Câmara, ingerindo apenas água, soro fisiológico e isotônico.

Na última quinta-feira, Glauber anunciou a suspensão da greve de fome após um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta. “Garanto que, após a deliberação da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania), qualquer que seja ela, não submeteremos o caso do deputado ao plenário da Câmara antes de 60 dias para que ele possa exercer a defesa do seu mandato parlamentar“, afirmou Motta, pelas redes sociais.

Como mostrou o Estadão, greve de fome é uma estratégia antiga usada por políticos e ativistas como forma de pressão para para chamar atenção para uma causa, denunciar injustiças ou exigir mudanças.

No Brasil, a prática foi adotada em diversos momentos nos anos mais recentes. Na década de 1980, por exemplo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou seis dias sem comer quando foi preso no Departamento de Ordem Política e Social (Dops) por liderar greve de 41 dias no ABC paulista, já no final do período da ditadura militar.

Siga o ‘Estadão’ nas redes sociais

Mais recentes

PUBLICIDADE

Rolar para cima