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(Arquivo) O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg - AFP/Arquivos

Zuckerberg diz que Facebook garantirá integridade das eleições no Brasil

O ministro da Cultura britânico, Matt Hancock, considerou insuficiente a promessa do CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, de aumentar a proteção dos dados dos usuários da rede social.

“À noite vi que Mark Zuckerberg pediu desculpas e que vai adotar algumas mudanças, mas francamente não acredito que estas mudanças vão suficientemente longe”, disse o ministro, em pleno escândalo pelo uso dos dados privados de usuários do Facebook por parte da empresa Cambridge Analytica para influenciar campanhas eleitorais, em particular a que resultou na vitória de Donald Trump nos Estados Unidos.

“Não deve corresponder a uma empresa decidir qual é o equilíbrio correto entre privacidade e inovação e o uso de dados. Estas regras devem ser decididas pela sociedade em conjunto e estabelecidas pelo Parlamento”, argumentou Hancock.

“Esta é a estratégia da qual estamos falando: as grandes empresas de tecnologia têm que a lei nós temos que fortalecer a lei”, completou o ministro.

Zuckerberg admitiu que o Facebook cometeu erros e deve fazer mais para resolver o problema.

“Temos a responsabilidade de proteger seus dados, se não pudermos, não merecemos servi-los”, escreveu em seu mural Zuckerberg no primeiro comentário que fez após o escândalo vir à tona.

“As medidas mais importantes para isto não ocorrer de novo foram tomadas há anos, mas também cometemos erros e há mais por fazer”, acrescentou.

O executivo se declarou “responsável pelo que acontece” no Facebook e prometeu facilitar aos usuários uma melhor utilização de seus dados pessoais.

Reforço de segurança

O fundador do Facebook também citou as novas medidas de segurança que serão adotadas pela rede social para evitar que empresas usem os dados dos usuários. São elas:

  • investigação de aplicativos que tiveram acesso a grandes quantidades de informações de usuários antes da alteração na plataforma feita em 2014;
  • realização de auditoria em apps que tiverem atividade considerada suspeita;
  • todos os desenvolvedores terão de concordar em receber auditoria ou serão banidos da plataforma;
  • caso sejam identificadas más práticas, uso das informações coletadas por parceiros será proibido e Facebook vai informar as pessoas afetadas – isso inclui usuários afetados no caso Cambridge Analytica;
  • Facebook vai impedir que apps não usados por mais de 3 meses acessem a dados de usuários;
  • dados informados a um app ao fazer login será restrito a nome, foto do perfil e email
  • desenvolvedores precisarão de aprovação e também de contrato assinado para ter acesso a postagens e dados privados de usuários;
  • no próximo mês, Facebook vai mostrar na parte superior do feed de notícia quais apps foram usados e como revogar as permissões dadas a eles.

 

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