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Trump diz que tomará medidas sobre separação de famílias imigrantes

O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira (20) que assinará uma ordem executiva para manter juntas as famílias de imigrantes que cruzam ilegalmente a fronteira dos Estados Unidos, o que encerraria sua polêmica política “tolerância zero” de separar crianças imigrantes de seus pais.

“Estamos procurando uma maneira de manter as famílias juntas. É muito importante. Vamos assinar uma ordem executiva”, afirmou Trump diante de repórteres na Casa Branca. Vamos manter as famílias juntas mas ainda teremos que manter a firmeza, ou nosso país será atropelado por pessoas que não deveriam estar no nosso país, por crimes, por todas as coisas que não defendemos e não queremos”, disse o presidente.

“Vamos manter as famílias juntas, mas também temos que manter nossas fronteiras sólidas”, completou.

Trump não esclareceu qual será o conteúdo do decreto presidencial que encerraria a política, mas disse esperar que sua medida seja acompanhada de uma legislação do Congresso.

Uma reportagem anterior do canal Fox News disse que o governo Trump estava considerando um decreto que permitiria que famílias imigrantes que cruzassem a fronteira ilegalmente permanecessem juntas por mais tempo do que é autorizado atualmente.

“Tolerância zero” afetou milhares de crianças, incluindo brasileiros

O Departamento de Justiça do EUA adotou a política em maio, fazendo com que qualquer um que for pego entrando ilegalmente nos EUA é processado criminalmente. As crianças não podem ser presas com os pais, e mais de 2.000 menores já foram separados de suas famílias.

As crianças ficam sob custódia transitória das autoridades americanas de controle de fronteira antes de serem transferidas para a guarda do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, que opera mais de 100 abrigos para menores em 17 estados.

O objetivo é manter os menores o mais perto possível dos pais e reunir a família depois que o caso passar pelos tribunais, segundo Steven Wagner, secretário-assistente do Departamento de Saúde e Serviços Humanos.  Mas até agora é incerto se isso está funcionando.

A medida também afetou pelo menos oito crianças brasileiras, segundo reportagem da Folha de S.Paulo. (Com agências internacionais)

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