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Terminais de ônibus seguem lotados

Terminais de ônibus de Aparecida de Goiânia, Região Metropolitana da capital, seguem lotados na manhã desta segunda-feira (4), apesar do decreto estadual que proíbe aglomerações para evitar a disseminação do coronavírus. Em alguns casos, também não estão sendo cumpridos outras determinações, como as viagens apenas com passageiros sentados e uso de máscara facial. Também não havia fiscalização para evitar essas situações.

Nesta manhã, a TV Anhanguera percorreu três terminais da cidade e encontrou problemas em todos eles. Na estação Maranata, em algumas filas, os passageiros não respeitavam o distanciamento social.

Já no Terminal Garavelo foi possível ver ônibus saindo com pessoas em pé ou sentadas na escada de acesso ao veículo. Os passageiros também reclamavam da demora dos ônibus.

No Terminal Cruzeiro a situação estava mais tranquila, mas também havia problemas. Apesar de menos pessoas, as que estavam no local se aglomeravam nas filas, no intuito de garantir seu local dentro do ônibus.

Em nota, a Companhia Metropolitana de Transportes Coletivos (CMTC) informou que acompanha o fluxo nos terminais e disse que espera “maior adesão” dos empresários ao escalonamento de horários do comércio na capital, recomendado em decreto, para que a quantidade de pessoas diminua. Apesar de só vigorar em Goiânia, muitas pessoas trabalham ou moram em Aparecida de Goiânia, o que influencia no fluxo.

Sobre a fiscalização e o fato de pessoas viajarem em pé, afirmou que orientação para as empresas é seguir o decreto estadual de só transportar passageiros sentados. A CMTC disse ainda que a PM e a Guarda Civil Municipal têm atuado na orientação e, quando necessário, retirada do passageiro que insiste em ficar em pé.

Ônibus é flagrado circulando com passageiros em pé, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Ônibus é flagrado circulando com passageiros em pé, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Ônibus é flagrado circulando com passageiros em pé, em Goiás — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

Imbróglio

Na última quinta-feira (29), quando passou a vigorar o decreto de escalonamento do horário do comércio, os passageiros já reclamavam que as aglomerações permaneciam.

A questão relacionada à quantidade de ônibus que deve circular nas ruas é alvo de uma intensa disputa jurídica, a qual já motivou várias decisões judiciais, tanto para aumentar a frota que precisa rodar, quanto para reduzi-la.

Após o decreto publicado no dia 20 de março, que obriga todos os ônibus a circularem somente com passageiros sentados, a CMTC determinou que as concessionárias colocassem todos os veículos à disposição e operassem de acordo com a demanda para que não houvesse problemas.

Porém, as concessionárias conseguiram uma liminar, na qual estavam desobrigadas dessa determinação.

A Defensoria Pública, então, conseguiu uma nova decisão, a qual determinou que toda a frota voltasse a circular.

No entanto, conforme a CMTC, uma nova decisão, desta vez do Superior Tribunal de Justiça (STJ), facultou às empresas de transporte a obrigação de cumprir seus contratos. Com essa ordem em vigor, elas não precisam colocar todos os ônibus nas ruas.

Mas a Defensoria Pública conseguiu outra liminar, na qual a Justiça obriga as empresas a manterem atualizadas, de horas em hora, informações sobre o quantitativo de ônibus em circulação. Também ordena que a CMTC fiscalize os serviços prestados pelas empresas.

O órgão entende ainda que essa decisão é que está em vigor e obriga as empresas rodarem com 100% da frota.
Fonte G1go

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