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Suspeitos da chacina no Ceará são presos em velório 

No cemitério na cidade de Pacatuba na grande Fortaleza foram presos sete suspeitos de participação da chacina com 14 mortes na casa de shows Forro do Gago, no Ceará. Armados, o grupo se preparava para matar pessoas no cemitério. Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os presos são integrantes da Guardião do Estado, facção criminosa que comandou o ataque.

Os policiais chegaram aos criminosos após denúncias anônimas. Eles foram identificados como Francisco Cleidson de Araújo, Dojon Rodrigues da Silva, Vitor Max de Freitas, Fábio Lopes da Silva, Elias Gadelha, Ronaldo Oliveira e Oliveira Castro.

Eles foram transferidos para a Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa, em Fortaleza, unidade da Polícia Civil onde se investigam homicídios.

A polícia não divulgou se a pessoa velada era uma das 14 vítimas da chacina no clube Forró do Gago, ocorrida no sábado (27).

Com as prisões, chega a oito o número de detidos por suspeita de participação na chacina. Uma pessoa foi presa momentos após o crime.

O massacre na casa de shows Forró do Gago, no Bairro Cajazeiras, periferia de Fortaleza. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SPPDS), 14 pessoas foram assassinadas, na maior chacina do estado. Segundo testemunhas, o crime foi motivado por conflito entre facções criminosas que atuam no estado.

Conforme testemunhas relataram a policiais, vários homens armados em três veículos dispararam em que viam pela frente. Entre as vítimas estavam um trabalhador que vendia cachorro-quente em frente ao local e um motorista de Uber que deixava passageiro na festa.

Após a chacina, o Governo Federal afirmou que enviaria uma força-tarefa para auxiliar no combate às facções criminosas que atuam no Ceará. O Governo do Ceará anunciou uma série de medidas para enfrentar o crime organizado, como a criação de um órgão integrado para apurar informações sobre as facções.

O Ceará vem batendo recordes de homicídios. No ano passado 5.134 assassinatos foram registrados no estado, 50% a mais do no ano anterior.

Redação

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