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Fonte: Frederico Noleto

Reconheça os sintomas da depressão e aprenda todas as formas de procurar ajuda pelo SUS, principalmente em Aparecida de Goiânia

A depressão é considerada a principal doença causadora de incapacidade no mundo e contribui de forma severa para a contração de diversos outros males, em alguns casos podendo inclusive levar a pessoa a atentar contra a própria vida. Dia 10 de setembro é marcado como o Dia Mundial de Prevenção do Suicídio e é por conta desta data que deu-se origem à campanha Setembro Amarelo. Essa campanha tem o intuito de tentar mobilizar o maior número de pessoas para a conscientização e a prevenção ao suicídio. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que mais de 300 milhões de pessoas de todas as idades sofrem de depressão em todo mundo. O município de Aparecida de Goiânia entra de cabeça na agenda do Setembro Amarelo, com cursos e palestras e também com uma campanha educativa nas redes sociais. Portanto, se você sofre deste mal, saiba que não está sozinho. Fique atento para reconhecer os sintomas e procurar a ajuda dos profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), sem custo algum.

O Ministério da Saúde descreve a depressão como uma doença que afeta o nosso emocional e que se manifesta sob a forma de tristeza profunda, falta de apetite, de ânimo, pessimismo e baixa auto-estima. Esses sintomas aparecem com frequência e geralmente combinam-se entre si. Carolina Sartori, que é coordenadora de Saúde Mental do município, explica que acompanhamento médico é imprescindível tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento. Segundo ela, considerada pela OMS como o “Mal do Século”, a depressão pode provocar no indivíduo a ausência de prazer em coisas que antes faziam bem e também grande oscilação de humor e de pensamentos que podem culminar em comportamentos e atos suicidas. “Cada caso requer um tipo adequado de tratamento, que pode ser realizado com auxílio médico profissional, psicólogos, psicoterapeutas e também medicamentos. Em qualquer uma das formas o apoio da família é fundamental” – pontua.

Se você apresentar qualquer um desses sintomas e quiser a ajuda de um profissional existem dois caminhos. Dirija-se à Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da sua casa e marque uma consulta com um clínico geral, ele irá te encaminhar para o profissional adequado ao seu caso, seja ele psicólogo ou psiquiatra, que atenda mais perto da sua residência. Você também pode ir direto ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS Bem-Me-Quer), localizado no Setor Araguaia, que já conta com uma equipe multiprofissional treinada para atender diversos casos ou indicar o tratamento no local adequado, dentro da rede municipal de Saúde. Em casos de urgência, a pessoa com transtorno deve ser levada à Unidade de Pronto Atendimento Geraldo Magela, (UPA Flamboyant), que oferece atendimento psiquiátrico 24 horas por dia, todos os dias da semana. Para saber mais informações, ligue no número 3545-5969. Você também pode utilizar o número 188, do Centro de Valorização à Vida (CVV), para obter auxílio nos momentos de desespero.

Saiba que você nunca estará sozinho porque, ao todo, são cerca de 45 psicólogos realizando atendimentos nas diversas unidades da rede e que completam a equipe multiprofissional da Saúde Mental de Aparecida, que é responsável por mais de cinco mil atendimentos mensais. Além das quatro modalidades diferentes de CAPS a rede municipal também possui um Núcleo de Cuidados em Saúde Mental, responsável pelo acolhimento de casos de transtorno do humor, ansiosos e psicoses não contempladas nas outras unidades. Casos de violência contra a mulher e de autoagressão ou qualquer tipo de violência  envolvendo crianças e adolescentes, registrados por profissionais que atuam nas unidades de saúde ou em escolas, são direcionados a esta equipe. O programa Consultório Na Rua possui atua de forma itinerante com um trabalho de atenção integral à saúde da população em situação de rua do município. A UPA Geraldo Magela, localizada no Setor Parque Flamboyant, é especializada no acolhimento e no manejo de situação de urgência e emergência no município.

Agenda local

A Prefeitura está colorindo suas redes sociais de acolhimento e de informações sobre o Setembro Amarelo. Diversas unidades da rede preparam atividades para reafirmar a importância do tema, como a UPA Buriti Sereno – palestras dias 17 (aberta) e 20/09 (interna). Além disso a própria Coordenação de Saúde Mental também preparou duas atividades da agenda oficial, a primeira delas acontecerá no próximo dia 19, no Colégio Estadual Nova Cidade, onde os alunos assistirão a uma palestra realizada pelas psicólogas Lilian Moreira e Verônica de Oliveira, que abordarão temas de valorização à vida. Já no dia 26, será realizado o “Seminário de Saúde Mental: Prevenção ao Suicídio, drogas e violências nos diferentes contextos”. A ação acontecerá das 7h30 às 13h30, no auditório da Faculdade Alfredo Nasser (Unifan) e será aberta a toda a comunidade. As inscrições podem ser feitas aqui.

Os números

Dados da OMS indicam que a cada ano cerca de 800 mil pessoas morrem no mundo por suicídio, que já é a segunda principal causa de morte entre jovens com idade entre 15 e 29 anos e a sétima causa de morte de crianças entre 10 e 14 anos de idade. O relatório da entidade explica que os números poderiam ser ainda piores porque para cada morte há muito mais pessoas que tentam o suicídio a cada ano. No Brasil, de 2007 a 2016 morreram 106.374 pessoas em decorrência do suicídio. Uma taxa de 5,8 para 100 mil habitantes. A intoxicação exógena é responsável por 18% das mortes, enquanto o enforcamento apresenta um índice de 60% dos óbitos. Do total de ocorrências, 70% das tentativas de suicídio por intoxicação exógena aconteceram com mulheres.

Em Aparecida de Goiânia foram notificados 3.487 casos de violência interpessoal ou autoprovocada entre 2010 e 2019, sendo 921 casos de autoagressão. Desses casos, 68% ocorreram com pessoas do sexo feminino, com predomínio em jovens de 15 a 29 anos.4. Uma média de 29,3 óbitos por tentativa de suicídio no período de 2010 a 2018, com taxa de mortalidade por lesões autoprovocadas em 2018, de 6,01 óbitos para cada 100 mil habitantes. Os números se equiparam à media apresentada no Estado de Goiás, que apresentou taxa de 6,85 óbitos por 100 mil habitante no mesmo ano. “O suicídio é um agravo passível de prevenção e os profissionais da área de saúde pública desempenham papel fundamental na detecção precoce de fatores de risco” – explica Giselle Pereira, chefe do Programa de Prevenção às Violências e Promoção da Saúde.

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Fonte: Frederico Noleto / Foto: Arquivo

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