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“Masculinidade tradicional” é questionada por Associação Americana de Psicologia (AAP). (Foto: Reprodução/Internet).

Profissionais querem ajudar a redefinir masculinidade que, segundo eles, foi construída pelas circunstâncias

Psicólogos afirmam que “masculinidade tradicional” prejudica formação de meninos e homens

A Associação Americana de Psicologia (AAP) divulgou novas diretrizes para psicólogos ajudarem meninos e homens a superar o que chama de “patologias” que os pesquisadores dizem ser causados ​​pela masculinidade tradicional.

De acordo com a AAP, essa masculinidade socialmente construída “dominou grandes segmentos da população” e é definida por “antifeminismo, conquista, fuga da aparência de fraqueza e aventura, risco e violência”. Eles também atribuem a violência, abuso sexual, assassinato, doença mental, bulliyng, o suicídio entre outras práticas negativas ao conceito de masculinidade passado pelas famílias.

Eles dizem em relatório, que a socialização para conformar-se à ideologia tradicional de masculinidade tem mostrado limitar o desenvolvimento psicológico do sexo masculino, restringir seu comportamento, resultar em conflitos de gênero e influenciar negativamente a saúde mental e a saúde física.”

Isso, dizem eles, causou muitos problemas psicológicos e sociais em meninos e homens. “Por exemplo, os meninos são desproporcionalmente representados entre os escolares com dificuldades de aprendizagem e problemas de comportamento (por exemplo, bullying, suspensões escolares, agressão). Da mesma forma, os homens nas prisões, são mais propensos do que as mulheres a cometer crimes violentos, e estão em maior risco de serem vítimas de crimes violentos (por exemplo, homicídio, agressão agravada) ”.

Desconstrução dos gêneros

Para a psicóloga cristã Marisa Lobo, é o próprio ser humano que está sendo descontruído. Ela destaca que os fundamentos da ideologia de gênero buscam uma desconstrução social, religiosa, entre outras áreas.

“Eles querem dizer que a heterossexualidade não existe, que ela não é normal e que é uma ‘norma imposta’”, explica Marisa, que é especialista em Direitos Humanos . Ela diz ainda que essa teoria “desconstrói a fé, desconstrói Deus, desconstrói a sexualidade, a sociedade”.

Para a autora do livro “A Ideologia de Gênero na Educação”, o que acontece hoje é uma desconstrução total da identidade, beirando a esquiszofrenia. “É grave, e a comunidade científica tem que reagir! Existem estudos que provam as mais de 1.500 diferenças entre homens e mulheres, promover esta desconstrução é promover conflitos psíquicos, é promover o caos cultural e social, é promover esquizofrênica cultural”, afirma.

Papel errado

Os pesquisadores críticos da masculinidade tradicional chegaram à conclusão de que os conflitos que os homens enfrentam estão “relacionados a quatro domínios do papel de gênero masculino” – um papel que eles alegam ter sido erroneamente e sociologicamente determinado para eles desde o nascimento.

De acordo com a AAP, os psicólogos devem ajudar meninos e homens a reconhecer que sua masculinidade foi definida por suas circunstâncias de vida e, portanto, pode ser redefinida. Assim, os profissionais devem ajudá-los a “navegar pelas definições restritivas de masculinidade e criar seus próprios conceitos sobre o que significa ser homem”.

Os pesquisadores também afirmam que a masculinidade tradicional impede os homens de serem íntimos com os outros e é por isso que a maioria dos homens não tem muitos amigos. Para ajudar meninos e homens a superarem os efeitos tóxicos da masculinidade, os psicólogos devem incentivá-los a serem mais emocionais, empáticos e relacionais, em vez de incentivar comportamentos “hipercompetitivos e hiperagressivos”.

Para Marisa Lobo, faz parte de uma onda mundial deste século a desconstrução da masculinidade para fortalecer o feminismo. “Temos que tomar muito cuidado com o colapso cultural e psicológico que esta  ‘suposição’ de alguns ideólogos está causando e pode causar na sociedade onde ela é aceita”.

Pesquisadora sobre o tema, Marisa Lobo diz que a “psicologia e a psiquiatria pós-moderna são aparelhadas ideologicamente e deixaram a ciência de lado para militar declaradamente neste viés”. A psicóloga diz que com a ciência não cabe malabarismos.

“Com a desconstrução da masculinidade quem ganha é o feminismo de gênero radical que não reconhece a biologia humana e sim apenas um gênero masculino ou feminino em qualquer dos corpos”.

 

 

Fonte. Guiame

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