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Foto. Divulgação.

Operação Furnas da Onça e operação Armistício, têm deputados e senador como alvo

Polícia Federal amanhece no encalço de denunciados em duas operações de investigação política

A operação Furna da Onça a princípio tem o seu alvo deputados do Rio de Janeiro, em um esquema de corrupção, lavagem de dinheiro, loteamento de cargos públicos e mão de obra terceirizada em órgãos da administração estadual.

A operação, chamada Furna da Onça, é um desdobramento da Operação Cadeia Velha, que levou à prisão os deputados Paulo Melo, Jorge Picciani e Edson Albertassi, todos do MDB.

Estão sendo cumpridos 19 mandados de prisão temporária, três de prisão preventiva e 47 mandados de busca e apreensão. Alguns mandados estão sendo cumpridos dentro da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Segundo a PF, a organização criminosa pagava propina a vários deputados estaduais, a fim de que patrocinassem interesses do grupo criminoso na Alerj.

De acordo com as investigações, o mensalinho, que seria pago pelo ex-governador Sérgio Cabral, era resultado de sobrepreço de contratos estaduais e federais.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, parlamentares eram beneficiados ainda com o loteamento de cargos em diversos órgãos públicos do estado, onde poderiam alocar mão de obra comissionada ou terceirizada.

Os investigados devem responder, na medida de suas participações, pelos crimes de organização criminosa, corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro.

Além de Albertassi, Melo e Picciani, que tiveram novas ordens de prisão, outros sete deputados estaduais têm a prisão decretada: André Correa (DEM), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (MDB), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinícius “Neskau” (PTB).

Entre os outros alvos, estão o secretário estadual de Governo, Affonso Monnerat, o presidente do Detran/RJ, Leonardo Silva Jacob, e seu antecessor Vinícius Farah, recém-eleito deputado federal pelo MDB.

Operação Armistício

Esta operação foi deflagrada hoje, 08 e cumpre mandato de busca e apreensão no Estado de São Paulo. A investigação tem como objetivo apurar o recebimento de vantagens indevidas por parte do senador Romero Jucá, pagas pela construtora Odebrecht. A operação é uma ramificação de uma operação que vem desde 2017.

O parlamentar teria intermediado a aprovação de uma resolução em 2012 que se destinava a restringir a chamada guerra fiscal dos portos brasileiros. Os pagamentos teriam sido da ordem de 4 milhões de reais. A suspeita do Ministério Público e da Polícia Federal é que Jucá beneficiou a Odebrecht na edição desta resolução.

Estão sendo cumpridos 9 mandatos de busca e apreensão, todos no Estado de São Paulo; 7 na capital paulista, 1 em Santos, e outro em Campo Limpo Paulista.

Jucá não é o alvo direto destas buscas, a polícia tenta coletar mais e outras provas que dê maiores substâncias à operação. As medidas foram autorizadas pelo ministro do STF, Edson Fachin.

 

 

Fonte. Voz da Metrópole

Ana Paula Arantes 

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