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Estudos mostram que o sofrimento de animais tem maior potencial de sensibilizar

Pessoas sentem mais empatia por cachorros do que por outros humanos

Os humanos amam mais cachorros do que pessoas, confirma uma nova pesquisa. Segundo o estudo, da Universidade Northeastern, nos Estados Unidos, é mais provável que tenhamos empatia com cães em dificuldade do que com pessoas na mesma situação.

Os pesquisadores Jack Levin e Arnold Arluke chegaram a essa conclusão ao dar a 240 participantes do estudo um dentre quatro notícias de jornal falsas. Os artigos descreviam um ataque “com um taco de beisebol por um agressor desconhecido”. No entanto, em cada versão, a vítima era diferente: um bebê de 1 ano de idade, um adulto de 30 anos, um filhote de cachorro ou um cão adulto de 6 anos de idade.

O texto que eles receberam concluía com a seguinte frase: “Chegando ao local alguns minutos depois do ataque, um policial encontrou a vítima com uma perna quebrada, inconsciente e com várias lacerações”.

O relatório, publicado na revista “Society & Animals”, revela que foi pedido então aos participantes que descrevessem suas emoções. Foram usadas perguntas padrão para medir a empatia.

Os participantes que leram uma história sobre uma criança, um cachorro ou um filhote alcançaram níveis semelhantes de empatia, mas os que leram a notícia sobre o adulto humano apresentaram menos respostas.

— Os entrevistados se mostraram significativamente menos angustiados quando os humanos adultos foram vitimados — disseram os pesquisadores no artigo.

Os pesquisadores sugerem que somos mais propensos a sentir empatia por uma vítima se a considerarmos impotente e incapaz de cuidar de si mesma.

Mais doações para cães

Outro estudo que vai na mesma direção é um realizado há dois anos pela instituição de pesquisa médica Harrison’s Fund. Foi criado um experimento para testar se as pessoas estavam mais propensas a doar dinheiro para ajudar cães ou seres humanos — e os pesquisadores concluíram que são os câes que mais sensibilizam.

Os cientistas imprimiram dois anúncios, nos quais escreveram a pergunta: “Você daria 5 libras para salvar Harrison de uma morte lenta e dolorosa?”

A única diferença entre os anúncios era a foto — um deles mostrava Harrison como um garotinho, e o outro, como um cachorro. E foi Harrison cachorro que recebeu mais doações.

 

 

Fonte. O Globo

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