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Mês de junho alerta para a importância da doação de sangue

Uso de medicamentos, comportamento de risco, hipertensão arterial estão entre os fatores mais comuns para a não doação entre os homens voluntários e pressão baixa e anemia entre o público feminino

O dia 14 de junho, que celebra o Dia Mundial do Doador de Sangue, tem o intuito de incentivar e conscientizar sobre a importância do ato. Apesar de a Medicina ter evoluído muito em técnicas cirúrgicas, órteses, próteses e outros mecanismos que auxiliam o funcionamento do organismo, como até mesmo pele humana artificial, a ciência ainda não encontrou um substituto para o sangue.

Por este motivo, a doação de sangue é fundamental para salvar vidas, mas, infelizmente, a taxa de doadores brasileiros ainda é menor do que o ideal, estando o Brasil proporcionalmente abaixo de vizinhos com populações muito menores, como Argentina, Uruguai e até mesmo Cuba, uma ilha.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 3 a 5% da população de cada país deve ser doadora de sangue, contudo o Brasil está bem abaixo da meta: 1,9% dos brasileiros entre 16 e 69 anos doam sangue, segundo dados levantados em 2017 pelo Ministério da Saúde.Aproximadamente 3,3 milhões de pessoas doaram sangue e 2,8 milhões realizaram transfusão sanguínea no país. A meta do governo federal é ampliar a taxa nacional para 2,3% nos próximos cinco anos.

Entre os brasileiros, 59,52% são doadores voluntários, ou seja, doam espontaneamente regularmente, e os 40,48% restantes são doadores de reposição, aqueles que doam por razões pessoais, quando um amigo ou parente tem a necessidade de sangue. O diretor do Banco de Sangue Hemolabor, Clemente Martins Oliveira Neto, acredita que a falta de conscientização está entre os principais fatores do baixo índice de doação, seguido por mitos, medos e, ainda, uma questão cultural.

“A falta de conscientização da população é um dos principais impedimentos para mais doações de sangue no País. Campanhas de incentivo deveriam ser feitas e discutidas ainda na infância nas escolas. Diferentemente de países como o Japão ou os Estados Unidos, o Brasil não participou de grandes guerras ou passa por catástrofes naturais, o que pode ter criado em na sociedade brasileira a falta de consciência sobre importância da doação de sangue”, avalia Clemente, que é hematologista.

Entre os mitos, há pessoas que acreditem que doar sangue afina o sangue, ou se doarem uma vez, terão que doar sempre, e entre as mulheres, que a doação engorda. Após a decisão de doar, e já no banco de sangue, o doador passa por triagem que avalia as suas condições de saúde. O diretor explica que, mensalmente, são avaliados os indicadores de inaptidão clínica, ou seja, os motivos predominantes para não realização da doação de sangue dos doadores que comparecem ao banco de sangue. “Entre o público masculino, estão o uso de medicamentos, comportamento de risco, hipertensão arterial. Já entre as mulheres, hipotensão arterial (pressão baixa) e anemia estão entre os fatores para a não doação das voluntárias”.  

Critérios para doar sangue:

  • Estar em boas condições de saúde;
  • Ter entre 16 e 69 anos, desde que a primeira doação tenha sido feita até 60 anos (menores de 18 anos, precisam de autorização);
  • Pesar no mínimo 50 kg;
  • Estar descansado (ter dormido pelo menos 6 horas nas últimas 24 horas);
  • Estar alimentado (evitar alimentação gordurosa nas 4 horas que antecedem a doação);
  • Apresentar documento com foto emitido por órgão oficial;
  • Os homens podem doar com um intervalo de 60 dias, e as mulheres, 90 dias. Eles podem doar quatro vezes ao ano, enquanto elas podem doar três vezes.

Quem não pode doar sangue?

  • Pessoas com malária ou sífilis;
  • Pessoas que tiveram hepatite ou Doença de Chagas;
  • Usuários de drogas que compartilham seringas injetáveis;
  • Homens e mulheres com múltiplos (as) parceiros (as) e que mantenham relações sexuais sem o uso de preservativo (camisinha);
  • Parceiros sexuais de pessoas infectadas pelo HIV ou enfermos soropositivos;
  • Pessoas com histórias prévias, recentes de doenças sexualmente transmissíveis;
  • Mulheres grávidas.

Banco de sangue Hemolabor

O Banco de Sangue do Hemolabor utiliza um sistema que monitora e rastreia cada processo do chamado “Ciclo do sangue”. A atenção é total, desde o registro do doador e em todas as etapas, como a triagem, coleta, fracionamento e armazenagem individual de cada componente, até a sua liberação para transfusão por meio de leitor de código de barras.

Possui um departamento de Aférese que realiza procedimentos terapêuticos e não terapêuticos. Todos os procedimentos são realizados de forma automatizada, com equipamentos e infraestrutura inovadores e sob a supervisão de profissionais capacitados. O banco de sangue Hemolabor tem 14 hematologistas, sendo dois pediátricos, hemoterapeutas, um diretor técnico e um diretor clínico. Sua estrutura comporta 10 cadeiras de coleta e uma capacidade de receber 120 doadores de sangue por dia e 10 doações de aférese.

Além disso, o banco de sangue Hemolabor é certificado pela Associação Brasileira de Banco de Sangue, Associação Brasileira de Hematologia e Hemoterapia, Agência Nacional de Segurança Sanitária e Organização Nacional de Acreditação, nível 3, que atesta Excelência.

Assessoria Kasene 360°

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