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Governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Foto. Reprodução.

Governador Ronaldo Caiado é internado com dores no Hospital do Coração

Após sofrer dores torácicas, o governador Ronaldo Caiado (DEM-GO) foi internado no Hospital do Coração na tarde desta quarta-feira, 9.

“Sofreu uma dor torácica no início da tarde desta quarta-feira (9/10), sendo encaminhado para o Hospital do Coração, em Goiás, onde passa por uma série de exames e avaliação médica”, nota do governo.

“O governador já tinha uma placa obstruindo parcialmente essa artéria, cerca de 60%” (Revista Veja).

Ainda conforme a revista, o “tratamento era feito com estatinas”- fármacos utilizados na prevenção da aterosclerose.

Bruno Peixoto, deputado estadual líder do governo na Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), afirma que o gestor teria enfrentado uma indisposição.

Médico com mestrado em cirurgia da coluna, o governador de Goiás foi eleito há um ano com uma das maiores votações da história do estado, ao cravar 60% dos votos válidos.

Venceu com forte discurso baseado em sua história política. Ex-deputado federal por duas décadas e ex-senador, Caiado teve como adversário o candidato de Marconi Perillo, Zé Eliton.

O combate à corrupção e ao crime organizado foram dois motes de sua campanha.

Após a vitória ainda no primeiro turno, Caiado emendou uma intensa sequência de atividades nos preparativos para governar Goiás.

Iniciou discussões com a Assembleia Legislativa, sociedade civil e empresários para reduzir os benefícios fiscais, fato que agravava a situação financeira do Estado e que gerou a economia de R$ 1 bilhão para os cofres públicos.

Logo após tomar posse, o gestor cumpriu grande agenda de trabalho, em Goiânia e no interior, além de Brasília.

Até hoje, dia 9 de outubro, o governador ainda não tirou folga. Sua agenda tem se dedicado exclusivamente a buscar soluções para Goiás, estado classificado na Letra “C” pelo Tesouro Nacional, considerado inadimplente e impedido de contrair empréstimos.

A dívida imediata herdada é de R$ 6,7 bi, o que motivou cobranças principalmente de fornecedores. Sua gestão herdou ainda 320 obras paradas além de rombos no Ipasgo, na previdência do Estado e negociações frustradas com a empresa Enel, que comprou a Celg na gestão anterior.

Em entrevistas, o governador chegou a afirmar que o conjunto de problemas o preocupava, mas que conseguiria superar as dificuldades. Um dos desafios herdados que o incomodava era justamente o pagamento do salário de dezembro dos servidores, atrasado por conta da falta de empenho da gestão anterior. Caiado não escondeu a satisfação quando conseguiu quitar a dívida.

Em entrevista para a rádio Vinha FM, lembrou: “Então, você imagina o que foi a minha vida esse período todo. É lógico, contei com a ajuda de toda a equipe, dos servidores públicos, que ao invés de entrar em greve trabalharam cada vez mais para que a gente pudesse buscar alternativas, construir soluções. […] Você vê que é algo que nos inquietou, nos angustiou. Posso dizer que eu não dormia, eram 24 horas, acabava de pagar uma folha e no outro dia já ia ver como quitaria a próxima”. 

Portal Voz da Metrópole / DM


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