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Fachadas verdes se firmam como tendência de mercado

Fachadas verdes se firmam como tendência de mercado

Paisagismo aliado a projetos arquitetônicos adquiriu status de diferencial em empreendimentos imobiliários na capital goiana

Frescor, serenidade e contato direto com a natureza não são mais uma exclusividade de quem vive em uma casa ou longe dos grandes centros urbanos. O verde se tornou parte fundamental dos empreendimentos imobiliários, afetando diretamente em quesitos, desde qualidade de vida e bem-estar até mesmo em reflexos na saúde. Seja por meio de floreiras, vasos, jardins suspensos, entre outras técnicas de paisagismo que se tornaram tendências incontestáveis. Não só do ponto de vista visual, que impressiona, mas também pela junção com os traços arquitetônicos, chamando a atenção para o fator técnico.

Jardins suspensos

Que tal viver em um prédio inteiramente envolto pelo verde? O conceito de fachadas inteiramente revestidas por plantas é uma tendência que dominou o mundo, com diversos pontos positivos, entre eles amenizar a temperatura interna, melhor qualidade do ar para os moradores, redução da poluição no seu entorno, inclusive a poluição sonora. “Hoje, há uma necessidade de contato com a natureza, porque o homem nem se entende como natureza. É preciso uma reintegração diante desse afastamento que a vida moderna causou”, afirma a paisagista paulista Renata Tilli.


O layout do projeto arquitetônico ainda propõe um jogo de volumes resultante da distribuição das unidades intercaladas em andares subsequentes que se mistura ao verde predominante. 

“Ao idealizar o projeto paisagístico, imaginamos a perpetuação do edifício em razão da sua arquitetura. Quando o prédio tem uma arquitetura de qualidade, ele não envelhece, ele permanece. O paisagismo segue essa mesma intenção, mas com uma diferença: lidamos com seres vivos”, complementa a profissional, que assina o projeto paisagístico do Epic City Home, novo empreendimento da City Soluções Urbanas em parceria com a OM Incorporadora. O prédio, de 42 andares, tem sua estrutura inteiramente cercada por espécies naturais de plantas, que se fundem em um efeito de continuidade com a natureza majestosa do Parque Vaca Brava.

O layout do projeto arquitetônico ainda propõe um jogo de volumes resultante da distribuição das unidades intercaladas em andares subsequentes que se mistura ao verde predominante. O dinamismo se torna assim, mais leve, ousado, divertido. De acordo com a paisagista, as espécies de plantas são uma preocupação que se tem na hora de projetar uma fachada verde. “Há o cuidado de escolher plantas adaptadas para a região, para o clima e com baixa necessidade hídrica, para suportar fatores como a insolação e o vento”, explica. 

Antenada à tendência de integração de áreas verdes e ambientes internos, a Opus Incorporadora entregou, em janeiro, o Opus Verti, empreendimento que traz varandas adornadas com verdadeiros bosques privativos, com o exclusivo conceito Verde Vertical. O projeto paisagístico, assinado pelo renomado Benedito Abbud apresenta, na fachada, um jardim vertical com vegetação de médio porte em vasos fixos e sistema de irrigação por gotejamento. O empreendimento, localizado na Rua 148, do Setor Marista, traz mais de 11 mil mudas de plantas espalhadas na fachada e no empreendimento como um todo. Conforme ressalta Abbud, a vegetação ajuda na absorção de CO2, liberação de O2, minimiza a amplitude térmica e ilhas de calor, reduz a poluição por partícula e gera sensação de maior frescor na cidade.

Futuro morador da cobertura do Opus Verti, o advogado e contador Joel Dornelas sempre viveu em casas grandes, muito arborizadas e com espaços amplos. “Eu queria um apartamento que se aproximasse da ideia de uma casa. Quando eu conheci o projeto, a integração entre o verde do lado de dentro e na fachada me chamou a atenção”, explica. Ele ainda enfatiza que se preocupa com a relação dos seus filhos e netos com a natureza. “Viver com esse contato é nos deixa mais humanos, em contato com a nossa essência”, conjectura.

Hortas nas alturas

Ervas aromáticas, para chás e temperos, além de plantas alimentares não convencionais (pancs) passaram a ocupar espaço no oitavo andar do Mercure Goiânia. As primeiras sementes e mudas foram cultivadas em abril. Hoje são cerca de 40 variedades espalhadas por uma área de 50 metros quadrados cercada por concreto. Parte da produção já começa a chegar à cozinha do hotel e a proporcionar novas experiências para hóspedes que souberam da novidade. “É um resgate à tradição dos quintais. Já teve hóspede que pegou ramos de poejo para fazer chá para o neto”, conta o chef Humberto Marra, incentivador e um dos responsáveis por grande parte das mudas do novo espaço. Todas as pancs cultivadas na horta do Mercure, por exemplo, foram levadas por ele.

O engenheiro agrônomo da Agência Goiana de Assistência Técnica, Extensão Rural e Pesquisa Agropecuária (Emater) Jean Louis Alves Martins explica que espaço não é problema para interessados em terem uma horta por perto, mesmo em áreas urbanas. “A limitação é a necessidade de um local onde a planta receba pelo menos quatro horas de sol ou luminosidade por dia”, informa. Sacadas de apartamentos, por exemplo, podem ser usadas para o plantio de hortaliças. Jean Louis destaca, porém, que, geralmente, para melhor aproveitamento de espaços menores, a escolha para plantio são ervas aromáticas, para chás e temperos. Segundo ele, as mais comumente cultivadas em Goiânia são hortelã, alecrim, manjericão (dos três tipos: verde, folha estreita e roxo), salsa, coentro, sálvia e erva doce.

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