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Equipes das UPAs iniciam qualificação no Hospital Sírio-Libanês para identificar e tratar infecções generalizadas

Uma equipe de 12 servidores, entre médicos, enfermeiros e técnico-administrativos que atuam nas três Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Aparecida de Goiânia, participou, nesta semana, da primeira etapa presencial da qualificação de um projeto do Ministério da Saúde em parceria com o Hospital Sírio-Libanês, para a identificação e o tratamento precoce da sepse (infecção generalizada) em pacientes adultos. O projeto, inédito no país, tem duração de 18 meses e promove uma série de cursos para os profissionais participantes. A capacitação presencial ocorreu durante os dias 20 e 21 deste mês, em São Paulo. As três UPAs do município foram escolhidas, de um total de 60 de 15 estados.

A iniciativa visa preparar os profissionais para implantar protocolos de rastreamento, de reconhecimento dos casos e de medidas imediatas para tratamento dessa patologia,  responsável por mais de 600 mil óbitos por ano no país e por cerca de 25% da ocupação de leitos em UTI no Brasil, com elevados custos de tratamento. “É uma capacitação de grande relevância para a excelência do atendimento em nossas unidades de Urgência e de Emergência. A partir do que aprendemos, vamos instituir o Protocolo de News, que orienta aos profissionais os procedimentos para o diagnóstico precoce da sepse em adultos. A velocidade para identificar a doença faz toda a diferença e pode salvar vidas” – conta Leliane Alves da Fonseca, que participou da qualificação e é responsável pela equipe de Enfermagem da UPA Flamboyant.

“O curso foi excelente. Uma vivência incrível, com troca de informações valiosas. Pudemos notar como a nossa realidade em termos de estrutura está muito acima da média das UPAs dos demais estados. A proposta é que possamos identificar de maneira muito mais precoce, usando a metodologia e as ferramentas propostas, o paciente que tem um quadro infeccioso grave, que está evoluindo para a chamada infecção generalizada, ou sepse. Identificando-se em estágio inicial, ela torna-se mais reversível e, desta forma, podemos evitar que pacientes tenham internações prolongadas ou mesmo que venham a óbito. Teremos um saldo positivo muito grande na qualidade do atendimento e, inclusive, economia de gastos” – afirma o diretor médico da UPA Flamboyant, Luiz Gaspar Machado Pellizzer, que participou da capacitação.

 O superintendente de Atenção à Saúde do município, Gustavo Amoury, explica que o projeto é fruto da parceria entre a Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês, o Ministério da Saúde (MS), o Institute for Healthcare Improvement (IHI) e o Instituto Latino Americano da Sepse (ILAS). Segundo a diretora de Urgências da Secretaria de Saúde (SMS) de Aparecida, Amanda Melo, a maioria das aulas são virtuais, mas acontecerão outros três encontros presenciais para que sejam repassadas as informações e orientações para a condução do projeto. “Além do treinamento avançado das equipes, o projeto prevê a implantação de fluxos e protocolos nas UPAs para reconhecimento e tratamento precoces da sepse, o reconhecimento das falências orgânicas, o rastreamento de casos suspeitos, administração de antibióticos, coleta de culturas e outros exames laboratoriais. garantindo mais segurança e eficiência nos tratamentos” – pontua Amanda.

Ela explica que essas mudanças serão muito positivas para pacientes e profissionais, porque possibilitarão o aperfeiçoando do trabalho, garantindo mais segurança e eficiência nos tratamentos. “Poderemos identificar, por exemplo, quando alguém com sepse chegar na unidade e já iniciaremos o tratamento adequado” – completa. Para o secretário da pasta, Alessandro Magalhães, trata-se de um trabalho muito importante porque, além de reconhecer o trabalho desenvolvido nas UPAs do município, o projeto poderá ajudar a salvar vidas e reduzir sofrimentos, aprimorando o atendimento prestado à população desde a triagem até os procedimentos adotados e os encaminhamentos para UTIs de hospitais.

A doença

A sepse, popularmente conhecida como infecção generalizada, é um conjunto de manifestações graves em todo o organismo produzidas por uma infecção. Ela pode causar queda na pressão arterial, redução de fluxo sanguíneo e lesões nos órgãos, sonolência, confusão mental, diminuição da produção de urina, queda nas plaquetas, alterações na coagulação sanguínea, distúrbios respiratórios e disfunção cardíaca. Ela atinge, principalmente, bebês prematuros, crianças abaixo de um ano, idosos acima de 65 anos, pacientes com câncer, AIDS ou que fizeram uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo, doentes crônicos, usuários de álcool e drogas e pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, cateteres ou sondas.

Seleção nacional

A escolha das UPAs para sediar o projeto foi feita pelo MS, que selecionou 60 em todo o País nos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Em Goiás foram escolhidas duas em Goiânia, uma em Anápolis e as três de Aparecida: Brasicon, Flamboyant e Buriti Sereno. Em cada uma, quatro servidores (da administração e das áreas da medicina e da enfermagem) da SMS são responsáveis pelo acompanhamento das atividades. Ao longo do projeto, esses profissionais e gestores da SMS terão reuniões, presenciais e via internet, com as instituições envolvidas, para o diagnóstico dos trabalhos, análise dos resultados obtidos e troca de experiências.

Fonte: Frederico Noleto / Foto: Arquivo

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