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Foto: Enio Medeiros

“Se eu estou na vida pública eu devo a Angola porque foi depois da minha viagem como voluntário, em 2006, que eu tive o desejo de fazer mais pelas pessoas ao visitar várias comunidades e cidades” diz prefeito.

Educação de Aparecida começa a ensinar história da África nas escolas

A Prefeitura de Aparecida por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura (SEMEC) lançou nesta segunda-feira, 21, no CEU das Artes Orlando Alves Carneiro, o projeto Conhecendo nossa história: África ao Brasil. O projeto é uma parceria com a Fundação Cultural Palmares e o Ministério da Educação (MEC) e tem como objetivo ampliar o conhecimento sobre a história e culturas do continente africano, e dos afros-brasileiros nas escolas de ensino fundamental.

Durante a solenidade o prefeito Gustavo Mendanha salientou a importância do projeto no município e se colocou como agente de transformação e combate ao preconceito. “A África mudou minha vida. Se eu estou na vida pública eu devo a Angola porque foi depois da minha viagem como voluntário, em 2006, que eu tive o desejo de fazer mais pelas pessoas ao visitar várias comunidades e cidades.  E o que mais me marcou foi ver um povo feliz, um povo acolhedor, e mesmo em meio a tanto sofrimento o amor prevalecia”, destacou o prefeito

Para a realização do projeto os professores serão capacitados pela Fundação Palmares para aplicar o conteúdo em sala de aula, abordando temas como cultura afro-brasileira racismo, religião, artes, história, culinária e costumes. Além disso, serão distribuídos materiais didáticos para os alunos contando a história da África de onde vieram os primeiros ancestrais da maioria da população Brasileira, que é formada por 54% de negros.

“A maior parte da nossa população é quilombola, por isso precisamos valorizar a cultura do nosso povo. E esse projeto será uma ponte que disseminará o conhecimento sobre a história e cultura africana, combatendo o preconceito e o racismo nas escolas com uma linguagem ampla e clara que será repassada aos alunos, através dos professores”, informou a Secretaria de Educação e Cultura Valéria Pettersen.

O presidente da Fundação Cultural Palmares, Erivaldo Oliveira sublinhou que o preconceito tem que ser combatido também dentro da sala de aula.  “Costumo dizer sempre que a criança não nasce preconceituosa, ela aprende o preconceito na sociedade. Então temos que ensinar a respeitar a diversidade e a história dos afros-brasileiros dentro da escola. E o papel da Fundação Cultural Palmares é promover a mobilidade social dos quilombolas. E para isso precisamos levar o conhecimento e uma boa educação de qualidade aos alunos que serão o futuro da nação”, destacou.

Gustavo Mendanha finalizou o discurso do lançamento do projeto dizendo que o dever dos gestores é desenvolver a inclusão social. “Nós temos que eliminar a desigualdade social, por isso quero parabenizar todos os envolvidos nesta ação. Nós como gestores devemos trabalhar sempre para passar a mensagem de que temos que cada vez mais ser um governo inclusivo e voltado para o combate ao preconceito e racismo seja dentro ou fora de nossas escolas”,  prefeito Gustavo Mendanha.

 
Fonte: Thayza Marins
Foto: Enio Medeiros

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