Home / Mundo / Democratas já têm maioria na Câmara de Representantes dos EUA e registra record de mulheres no Congresso
Abigail Spanberger, candidata democrata eleita para representar o sétimo distrido do Congresso da Virgínia na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos. EFE/ Michael Reynolds

Democratas já têm maioria na Câmara de Representantes dos EUA e registra record de mulheres no Congresso

O Partido Democrata já garantiu oficialmente as 218 cadeiras suficientes para ter a maioria na Câmara de Representantes dos Estados Unidos, segundo a apuração das eleições de meio de mandato realizadas nesta terça-feira.

A vitória dos democratas já tinha sido antecipada pelas projeções de votos que foram sendo divulgadas ao longo de toda a madrugada, embora faltasse contabilizar oficialmente os estados do litoral oeste.

Por sua vez, os republicanos têm neste momento 193 cadeiras.

Durante seu discurso de vitória, a líder democrata da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi, afirmou que o resultado destas eleições iniciava “um novo dia” para o país e frisou que servirá para pôr fim à divisão nos EUA.

Pelosi, que será a partir de janeiro a presidente da Câmara depois de oito anos de domínio conservador, declarou também que a conquista dos democratas desta noite não tem a ver com as diferenças partidárias, mas com “conservar os valores constitucionais”.

Record de mulheres no Congresso

No total, 103 mulheres foram eleitas na terça-feira e se somaram às 10 senadoras que não tinham suas cadeiras em jogo nestas eleições, informa o jornal digital “Politico”.

As mulheres, muito críticas com o presidente dos EUA, Donald Trump, impulsionaram principalmente o avanço eleitoral dos democratas, que conseguiram recuperar o controle da Câmara dos Representantes.

A nova-iorquina Alexandria Ocasio-Cortez, democrata latina de 29 anos e que se transformou na congressista mais jovem da história dos EUA, é um claro símbolo desse avanço.

Outras mulheres destacadas que chegaram pela primeira vez à Câmara dos Representantes têm ascendência africana, são indígenas ou pertencem à comunidade LGBT.

Ilhan Omar, nascida na Somália em 1981, e Rashida Tlaib, filha de imigrantes palestinos, serão as primeiras muçulmanas no Congresso.

Além disso, em janeiro duas indígenas se sentarão pela primeira vez na Câmara dos Representantes: Deb Haaland (Novo México) e Sharice Davids, que será a primeira pessoa abertamente LGBT do Kansas no Congresso.

Nas primeiras eleições dos EUA após o nascimento do movimento #MeToo (Eu Também), várias mulheres alcançaram pela primeira vez cargos eletivos, como a republicana Marsha Blackburn, primeira mulher senadora na história do Tennessee.

 

Fonte. Agência EFE

Deixe sua opinião

x

Veja também

O fim dos likes no Instagram

Durante a abertura da conferência F8 de 2019, que começou na última terça-feira (30) , ...

%d blogueiros gostam disto: