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CEI conclui que goianienses perderam R$ 200 milhões em obras paradas

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) das Obras Paradas que iniciou seus trabalhos em abril deste ano foi encerrada hoje, 27, após recusa do prefeito Iris Rezende ao convite realizado pelo relator da comissão, Delegado Eduardo Prado, para prestar esclarecimentos.

Segundo Prado, não há justificativa para o prefeito ter negado o convite. “Vamos apresentar o relatório final sem saber do prefeito qual o cronograma para início das inúmeras obras paralisadas. Acredito que o convite no estado democrático de direito é o que há de mais salutar.

Nós poderíamos ter feito uma convocação em que o prefeito seria obrigado a vir, mas preferimos convidar”, diz Eduardo Prado.

O relator observa que a CEI teve uma forte resistência desde o início, com a negativa de envio de documentos por várias secretarias e falta de interesse dos membros titulares ligados à base do
prefeito. Mas, também, colheu frutos que beneficiará toda a sociedade. “A falta de documentos não impediu que investigássemos a fundo as irregularidades das obras paradas. Fomos na Caixa
Econômica Federal, no Tribunal de Contas do Município e fizemos várias oitivas com secretários, engenheiros e donos de construtoras. Se dependêssemos do Poder Executivo, não teríamos nada no relatório”, critica Prado.

Eduardo Prado afirma que as obras paradas causaram um prejuízo aos cofres públicos de R$ 200 milhões. E esse valor pode ser aumentado caso algumas obras não retomem em caráter de urgência. Apesar das perdas, Prado afirma que obras, como a Casa de Vidro e a Maternidade
Oeste, retomaram os trabalhos após ações da CEI. “Nosso trabalho não foi em vão, pois obras importantes recomeçaram, mas não vamos parar de fiscalizar com o fim da CEI. O primordial é que os Cmeis, Centros de Saúde e praças esportivas sejam finalizados. E nossa expectativa é
que a Justiça aja com rigor e puna os responsáveis pelas paralisações”, explica.

Relatório Final

De acordo com Prado, o relatório final será apresentado na primeira quinzena de setembro. “Temos várias denúncias para encaminhar ao Ministério Público de Goiás (MP-GO), além do indiciamento de secretários e do próprio prefeito de Goiânia por ato de improbidade. Quanto aos
documentos que várias secretarias não enviaram, o MP poderá obrigar as pastas a encaminhar a documentação por meio da Lei de Acesso à Informação”, afirma o relator Eduardo Prado.

 

Fonte. Jackeline Osório

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