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PAGINA VIRADA

Bolsonaro diz que polêmica de Eduardo com China é página virada

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou na manhã desta sexta-feira (20) que não há problemas do governo federal com a China após o tuíte publicado pelo filho dele Eduardo Bolsonaro, que é deputado federal. Na publicação, o parlamentar culpou o país asiático pelo coronavírus e foi rebatido publicamente na rede social pela embaixada da China no país.

“Esse assunto é página virada, não existe problema com a China. Zero problema com a China. 
Conversei com a Teresa Cristina (ministra da Agricultura) hoje. Não temos problemas com a China. O governo brasileiro está muito bem com a China. Se houver necessidade, eu ligarei sim para o presidente Xi Jinping. Sem problema nenhum. Aliás, faz parte do meu ofício tomar uma atitude como essa”, declarou a jornalistas na porta do Palácio do Planalto. 

A crise começou na noite de quarta-feira, quando Eduardo comparou a resposta da China à epidemia do novo coronavírus à atuação da União Soviética no desastre nuclear de Chernobyl, marcada pela falta de transparência. O tuíte irritou a embaixada chinesa no Brasil, que fez uma série de críticas ao filho do presidente e exigiu um pedido de desculpas. 

À CNN, Eduardo Bolsonaro disse  que se baseou em fontes da imprensa nacional e internacional para publicar os tuítes.

“Todo mundo fala o que eu falei nessa comparação entre Chernobyl e o coronavírus. O Mario Vargas Llosa, prêmio Nobel de literatura, falou isso e também sofreu críticas da embaixada da China no Peru. A China está preocupada em não levar esse questionamento sobre onde veio o vírus ao mundo”, disse o deputado.

Eduardo Bolsonaro também fez coro à fala do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, de que o embaixador chinês Yang Wanming deve desculpas ao presidente Jair Bolsonaro por uma fala que compartilhou nas redes sociais com críticas ao chefe do governo brasileiro.

“O momento é de colocar bola no chão, exigir um pedido de desculpas porque o presidente não tem nada a ver com isso e lembrar não posso ser cerceado no meu direito de falar”, disse o deputado, que reiterou que não se arrependeu e não acredita que deva desculpas ao governo chinês.

“Eu não me arrependi. Na verdade, a nota [divulgada por ele na tarde desta quinta] foi uma nota de esclarecimento e não um pedido de desculpa”, afirmou. Ele também afirmou que “dispensa” o pedido de desculpas feito ao embaixador Wanming pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Se formos falar de representatividade, eu tenho 25 vezes mais votos que ele [Maia]”, disse.

Da CNN Brasil, em São Paulo

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