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Foto: Jhonney Macena

O Disque 100 é o canal que registra denúncias contra diversos tipos de violência, registrou mais de 22,3 mil casos de abuso e/ou violação sexual contra crianças e adolescentes no Brasil

Blitz chama atenção para combate ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes

A Prefeitura de Aparecida de Goiânia, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social (SEMAS), realizou na tarde da última sexta-feira, 18, a blitz educativa “Faça Bonito” em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e a Exploração Sexual Contra Crianças e Adolescentes. A mobilização foi realizada em quatro pontos da cidade: Avenida Rio Verde, na Vila São Tomaz; Avenida Igualdade, no Garavelo; Avenida Independência, no Setor Serra Dourada e na Praça João de Barro, no Setor Célia Maria.

Condutores de veículos e pedestres que passaram pelas principais avenidas de Aparecida receberam dos servidores da Semas material educativo sobre o enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes. “Não é apenas no 18 de maio que trabalhamos esse tema, fazemos uma campanha preventiva durante todo ano em nossas unidades dos Centros de Convivência. Acompanhamos diversas crianças que já sofreram ou sofrem algum tipo de violência sexual. Essa blitz tem objetivo de chamar a atenção da população sobre este crime que assola nossa sociedade”, disse Mayara Mendanha, durante ação educativa realizada na Avenida Independência.

Durante todo mês de maio serão realizadas diversas palestras nos Centros de Referência Especializado em Assistência Social (Creas) de Aparecida de Goiânia. Nas reuniões, pais, responsáveis, crianças e adolescentes receberão informações sobre como identificar o agressor e como realizar denúncias de casos de abuso e exploração de menores de idade. “Queremos focar na criança e adolescente e em sua família para que este mal não os atinja e também para que pais ou responsáveis fiquem atentos a qualquer sinal de mudança no comportamento”, comentou a secretária, Mayara Mendanha.

Sintomas

Perceber os sinais apresentados por crianças e adolescentes que sofrem algum tipo de violação dos direitos sexuais é fundamental para identificar o agressor e tratar as sequelas provocadas pelo abuso. “Na maioria dos casos, a vítima busca o isolamento, apresenta mudanças de comportamento, evita pessoas e alguns locais, chora com frequência, se mostra triste, diminui o rendimento escolar e sofre também com insônia. Esses sintomas devem ser averiguados por profissionais da saúde ou membros de órgãos que compõem a rede de proteção como o Conselho Tutelar, Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) e etc”, aponta a psicóloga Catyane Sousa.

Ainda de acordo com a profissional, a maioria dos abusos sexuais são praticados por pessoas que estão presentes no dia a dia da vítima. “Levantamentos apontam que a maior parte dos casos de violência contra crianças e adolescentes são praticados por familiares como tio, avós, pais, primos mais velhos e vizinhos. Precisamos proteger e ficar atentos a qualquer atitude suspeita”, aconselha.

Abuso x exploração sexual

A violência sexual pode ocorrer de duas formas distintas. Abuso sexual é qualquer forma de contato e interação sexual entre um adulto e uma criança ou adolescente, em que o adulto, que possui uma posição de autoridade ou poder, utiliza-se dessa condição para sua própria estimulação sexual, da criança ou adolescente ou ainda de terceiros, podendo ocorrer com ou sem contato físico.

Já a exploração se caracteriza pela utilização sexual de crianças e adolescentes com a intenção de lucro, seja financeiro ou de qualquer outra espécie. São quatro formas em que ocorre a exploração sexual: em redes de prostituição, pornografia, redes de tráfico e turismo sexual. De acordo com o Ministério dos Direitos Humanos, em 2017, o Disque 100 – canal que registra denúncias contra diversos tipos de violência, registrou mais de 22,3 mil casos de abuso e/ou violação sexual contra crianças e adolescentes no Brasil.

Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes

No dia 18 de maio de 1973 uma menina de 8 anos, de Vitória (ES), foi sequestrada, violentada e cruelmente assassinada. Seu corpo apareceu seis dias depois, carbonizado e os seus agressores nunca foram punidos. Com a repercussão do caso, e forte mobilização do movimento em defesa dos direitos das crianças e adolescentes, 18 de maio foi instituído como o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Desde então, esse se tornou o dia para que a população brasileira se una e se manifeste contra esse tipo de violência.

Denúncia

Casos de abuso e exploração sexual de menores de idade podem ser denunciados pelo Disque 100, Conselho Tutelar, Centro de Referência em Assistência Social, unidades de saúde e delegacias de polícia.

 

Fonte: Rodrigo Augusto

Foto: Jhonney Macena

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