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Edminho Pinheiro agora é vice-presidente do Conselho Deliberativo do Verdão

As Feras do Kajuru está de volta e vice-presidente do Goiás comemora

Assim como a Sagres 730 está iniciando um novo projeto com as Feras do Kajuru, um nome bastante conhecido do futebol goiano também está com um novo desafio. Eleito vice-presidente do Conselho Deliberativo do Goiás pelos próximos três anos, Edminho Pinheiro concedeu entrevista exclusiva ao repórter André Rodrigues e falou sobre diversos assuntos.

Entre eles, explicou o porquê de ter aceito o convite de Hailé Pinheiro para ser vice-presidente do Conselho Deliberativo do Goiás, se considera ser um sucessor do tio, o que pensa do projeto da Arena do Goiás, se almeja em assumir a presidência executiva do clube, valor financeiro de Michael e, claro, comentou o retorno das Feras do Kajuru na Sagres 730.

“Feras que eu também participei desde o início na construção, na época, deste sonho do Kajuru. Isso foi até traduzido em homenagem por ele em uma sala por ele, que todos respeitam, a própria Sagres mantém essa sala Edmo Edmundo Pinheiro. Então eu fico muito feliz pelo retorno desta marca que, ao meu ver, nunca deveria ter saído. Mas isso é coisa do passado, o que importa é que as Feras do Kajuru voltaram e estão voltando com um time que praticamente esteve naquela época. Para mim também, dar essa primeira entrevista após a eleição do Conselho para você André, não é só uma honra, como também uma satisfação”, lembrou Edminho.

Confira a entrevista do novo vice-presidente do Conselho Deliberativo do Goiás ao repórter André Rodrigues:

Por que de fato você aceitou esse convite do dirigente maior, Hailé Pinheiro, para ser vice-presidente do Conselho Deliberativo do Goiás?

“Meu tio já havia me chamado para ser vice-presidente quando o Marcelo Almeida assumiu o mandato dele, tinha me chamado para ser diretor de patrimônio e eu não poderia porque a questão do executivo ela realmente demanda tempo, tem que dedicar um tempo grande e naquela época eu estava bastante atarefado, como estou ainda hoje. Dificilmente eu falo ‘não’ para meu tio e naquela oportunidade eu falei. E dessa vez, depois de muita insistência também, ele pediu que os filhos dele viessem falar comigo primeiro, depois outras pessoas do Conselho mostraram para mim que seria muito importante esse último mandato da vida dele eu estar ao lado, assumindo a vice-presidência. Nós conversamos muito, eu expus o que penso do Goiás, ele expôs o que pensa do Goiás também (…) Então aceitei assumir a vice-presidência do Conselho Deliberativo que é uma honra, cargo onde cuida do patrimônio do clube e eu farei isso dentro das minhas possibilidades, dos meu conhecimentos e farei de tudo para que o clube seja cada vez maior”.

Como você recebe o rótulo de alguns de, após virar vice-presidente do Conselho, de o Edminho vai ser o sucessor do Hailé neste sentido, de ser o referencial do Goiás? Como você recebe esse rótulo?

“Eu fico muito feliz de ter nosso nome sempre lembrado de que a gente prioriza o Goiás em primeiro lugar. Agora disso, para que eu venha a ser o próximo presidente do Conselho Deliberativo, não tem fundamento. Todos os Conselheiros tem essa oportunidade e vai depender muito daqui três anos. O que eu sei é que nesses três anos eu vou trabalhar, mas nunca buscando um cargo no Goiás. Eu não tive como não aceitar ser vice-presidente do Conselho porque foi um pedido pessoal do meu tio. Cargo no Goiás é a última coisa que me interessa, o que me interessa é que as pessoas que estejam dentro do Goiás tratem o clube de maneira cuidadosa, carinho e cuidem de seu patrimônio”.

Daqui um ano e meio tem eleição para a presidência executiva. Alguma chance do Edminho sair candidato na eleição para presidente executivo do Goiás?

“Não, nenhuma. Porque já tive oportunidade no passado, disse que talvez um dia seria presidente executivo do Goiás. Porque eu acho que minha contribuição para o executivo não precisa de cargo. Acho que tem excelentes nomes que possam vir a ser presidentes do Goiás e substituir o belo trabalho que vem sendo feito pelo Marcelo Almeida. Eu digo para você, ele é um homem muito honesto, que não precisa do Goiás e que tem tratado as coisas do Goiás como trata as suas coisas. Eu tenho certeza que o Goiás nunca ficará sem um nome à sua altura”.

Você falou “bons nomes”. Quem você poderia apontar para ser o próximo presidente do Goiás?

“Mauro Machado, Dyogo Crozara, Adriano Oliveira, Rogério Santana… então vai depender muito da condição pessoal de cada um. Para ser presidente do Goiás a pessoa precisa se doar muito, tem que estar muito bem estruturado e preparado na sua vida pessoal, porque eu sou contra presidente ser remunerado, até porque o clube precisaria mudar seu estatuto. Então só é presidente do Goiás quem quer, ninguém obriga ninguém a ser presidente do Goiás (…) O Goiás tem excelentes pessoas com caráter ilibado e idealistas que possam vir a substituir o Marcelo”.

Qual a sua visão sobre a Serrinha, questão Arena, Estádio Hailé Pinheiro? O que você pensa sobre esse assunto?

“Eu vejo que o clube precisa realmente ter uma arena, ter um estádio. Só entendo que isso deve ser muito bem estruturado financeiramente para que não coloque o clube em situação difícil, porque as vezes você pode ter uma grande arena e estar quebrado. Quem está passando por uma situação como essa no cenário nacional é a Arena Corinthians, e olha que teve as suas oportunidades diferenciadas que ninguém teve acesso. Diferente do Palmeiras, que buscou uma empresa, mesmo as vezes tendo alguns ‘choques’ que a empresa precisa do Allianz Parque e o Palmeiras tem que sair de lá. Acho que um negócio inteligente como foi a Arena do Grêmio, Arena do Palmeiras, onde o clube não teve que assumir compromissos futuros para que ela acontecesse, eu sou completamente a favor. Eu acho muito difícil, com os custos que o Goiás tem hoje, com as despesas no futebol para se manter na Série A, uma arena dessa ser concluída sem uma parceira. É isso que tem que ser buscado”.

Como você vê a situação do Michael? Porque nós sabemos das várias transações que você comandou, realizou e o Goiás teve vendas maravilhosas. Se chegar uma negociação e acionarem o Ediminho, você toca?

“Diferentemente das outras negociações que eu era convidado, agora como vice-presidente do Conselho eu vejo que tenho a obrigação de fiscalizar ou mesmo participar dela. Qualquer negociação precisa ser aprovada pelo Conselho e não será diferente. Dessa eu tenho a obrigação (…) Com relação à quando vai ser vender o Michael, Léo Sena, um Jefferson, David Duarte, as coisas sempre acontecem no momento certo, na hora certa. Não existe essa história de ‘janela de agora’, ‘janela de janeiro’. Toda vida as coisas aconteceram no Goiás no seu tempo, o que não pode é se desesperar para que qualquer proposta que chegue, a gente ‘trema na base’ e opte por vender o jogador”.

Agora vice-presidente do Conselho Deliberativo do Goiás, mande um recado para a Nação Esmeraldina:

“Eu, por acaso, estou vice-presidente do Conselho, mas eu sou o mesmo torcedor da nação esmeraldina. Eu sou idêntico à eles. Nada vai mudar, a não ser, ser mais vigilante ainda em função do cargo que me colocaram e me elegeram. Vigilante 24 horas de tudo que acontecer dentro do nosso Goiás Esporte Clube”.

Fonte. Sagres Online / André Rodrigues e Nathália Freitas


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