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Após críticas internacionais, Temer defenderá Amazônia na ONU

Segundo interlocutores ouvidos pela BBC Brasil, a fala de Temer, prevista para às 10h00 desta terça-feira (11h00 em Brasília), deve destacar a “estabilidade” do Brasil e a importância da “democracia e dos direitos humanos” para o governo.

Poucas semanas depois de enfrentar uma enxurrada de críticas pelo controverso decreto que extinguiu uma reserva nacional do tamanho da Dinamarca, entre o Pará e o Amapá, Temer deve ressaltar esforços do governo federal pela proteção da Amazônia.

O principal argumento do presidente brasileiro deve ser uma queda de 21% registrada nas taxas de desmatamento da Amazônia Legal, entre agosto de 2016 e julho deste ano.

Em 2016, o desmatamento na região teve um aumento de 58%, o que levou países, personalidades e entidades internacionais a repreenderem publicamente o governo brasileiro.

Além da pauta ambiental, Michel Temer, que se encontrou com Donald Trump em um jantar na noite de segunda-feira, também deve discutir acordos comerciais com as principais autoridades de quatro importantes nações do Oriente Médio: Israel, Autoridade Palestina, Irã e Egito.

Em julho, durante a reunião da cúpula do G20 (grupo das 20 principais economias do mundo), Temer não teve encontros fechados com líderes de nenhum país – as reuniões entre mandatários são uma prática bastante comum (e incentivada) neste tipo de evento.

Bastidores

Figuras próximas à comitiva presidencial divergem sobre o impacto da presença brasileira nesta Assembleia Geral da ONU.

De um lado, há quem destaque a agenda de Temer em Nova York como o fim de um jejum de encontros com líderes estrangeiros.

“A comunidade internacional valoriza a retomada do crescimento da economia, a queda da inflação e as reformas conduzidas pelo presidente Temer. O G20 foi uma viagem conturbada, muito breve, não havia tempo hábil. Os encontros em Nova York mostram que a tese de isolamento é mito”, diz um interlocutor à BBC Brasil.

“O Brasil tradicionalmente é procurado por autoridades nesse tipo de evento. Vinha sendo assim em todas as assembleias. Dessa vez, nós tivemos que bater na porta de muita gente. Isso mostra um encolhimento da nossa diplomacia.

A agenda do presidente Temer inclui também um encontro com Klaus Schwab, presidente do Fórum Econômico Mundial.

Na quarta-feira, Temer fará um pronunciamento durante seminário sobre negócios no Brasil organizado pelo jornal Financial Times, encerrando a viagem oficial.

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